A mudança, em Maria Brás Ferreira, traduz-se numa expansão de horizontes que torna o mundo mais leve e respirável. Não se trata de um simples otimismo, mas de um olhar poético que lhe permite abrir caminhos e vislumbrar novas possibilidades. A sua poesia, que é antes de tudo uma escuta, resgata essa liberdade perdida com uma doçura crítica, mas nunca cínica. E como quem ama o mar, escreve com uma cadência que se retira e regressa, sem anunciar as ondas.